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Frases Soltas.... Por Isidoro Roque

 

Violência nos Recreios!

 

Somos um povo reagente… um povo que reage, em vez de agir.

 

Neste caso muito concreto, agir significa prevenir, reagir significa remediar…

 

Nas nossas Escolas os grupos violentos agem sobre os outros, o sistema reage e tenta (algumas vezes consegue, outras nem por isso) reparar os danos causados pela acção desses grupos.

 

Ora o que se pretende é que o sistema aja e não apenas que reaja. Agir implica prevenir, ora para prevenir é necessário que haja um investimento na Educação. Esse investimento vai servir entre outras, para que não existam alunos sozinhos nos recreios, os alunos sozinhos são um alvo para os grupos violentos, não havendo alunos isolados os grupos violentos têm tendência a deixar de o ser, não há alvos, qual a necessidade de existirem?

 

Como o fazer? A ideia da FERLAP passa por um algo a que resolvemos chamar “Animação de Recreios, proposta para uma solução.”

 

 O que entendemos por animação de Recreios?

 

 

Animação de recreios será a presença de um Animador (habilitado para isso), ou mais, dependendo da dimensão das Escolas, que estará permanentemente nos Recreios, salas polivalentes e todos os locais onde possa haver alunos isolados.

 

Este terá por função criar um Recreio agradável, um local que os alunos gostem de frequentar, passando por criar jogos e diversões interagindo com os alunos, fomentando uma ligação que o leve a ser aceite no Recreio como mais um membro deste e não como um “policia”.

 

Esta presença, aceite, vai permitir entre outras: uma rápida acção sobre qualquer pequeno incidente, impedindo que este se transforme num acto de violência, a identificação de alunos com necessidade de acompanhamento especial, a identificação de alunos problemáticos, dinamizar actividades do interesse dos alunos, criar brincadeiras, etc., enfim vai contribuir para que o recreio seja um local agradável.

 

Temos perfeita consciência que se a Escola for um local agradável, será muito menos provável que a violência aconteça.

 

A Escola tem que ser um local agradável, tem que ser um local em que se promova a integração do indivíduo na sociedade adulta, preparando-o para que seja um adulto sociável, mesmo quando o seu presente e passado, foi tudo, menos social, ora porque cresceu em locais problemáticos, ora porque provem de uma família problemática, disfuncional ou afim.

 

A Escola tem que ser um local em que as crianças e jovens consigam ter a qualidade de vida que não conseguem ter quando não estão na Escola.

Uma Escola agradável vai permitir que os nossos filhos, os homens e mulheres de amanhã pertençam a uma sociedade muito mais justa equilibrada e pacífica.

 

O que lhe ensinarmos hoje, terá consequências amanhã, boas ou más, só depende de nós.

 

Mais uma vez passou a hora de Agir, por isso vamos ter que reagir, mas reagir, AGINDO.

 

 

 

Isidoro Roque

Presidente CE

 

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As Associações de Pais

 

Há uns tempos atrás estive nas Festas Crato, uma terrinha do interior Alentejano, onde tive o prazer de rever um grupo dos meus tempos de menino e moço, os TAXI, que entre muitas cantaram a “Chiclete”, http://www.youtube.com/watch?v=p5ATO2Tds8A , “prova, mastiga, deita fora..” esta musica trouxe-me à memória as AP’s e as suas relações com as várias instituições, tal como as chicletes, as AP’s consoante as necessidades do momento, assim são tratadas, tanto as colocam num pedestal, como as tentam descartar quando entendem que já não precisam de delas. Umas vezes isso é conseguido outras nem por isso. A única coisa que pode impedir este tipo de situações, são AP’s fortes e interventivas, AP’s que marcam a sua presença e que trabalham para uma melhor Escola para os seus filhos.

 

Sabemos que as empresas visam o lucro e que os políticos visam os votos, o que se entende perfeitamente, nós visamos uma melhor Escola para os nossos filhos, ora nem sempre estes três conceitos são compatíveis pelo que se tenta reduzir a incompatibilidade, sendo que aparentemente a forma mais fácil, seria reduzir as AP’s à sua insignificância e passar a haver apenas um entendimento a dois. Para isso são utilizadas as mais diversas estratégias. Sendo que a altura mais propicia para se implementarem as estratégias é a mudança dos Corpos Sociais das AP’s, altura em que as mesmas estão, aparentemente e na maior parte das vezes mais fragilizadas (devido à pouca experiência e pouco conhecimento das relações existentes entre as forças em questão) daí ser importante que a transição entre dirigentes se faça de forma gradual, o que estamos a tentar fazer. No entanto nem sempre o que parece mais obvio, é o caminho mais correcto, algumas empresas que têm desaparecido, bem como alguns políticos que têm caído em desgraça, são a prova disso, só muito tarde descobriram que as AP’s não são “Chicletes”.


As AP’s precisam das empresas e dos políticos, mas o oposto é igualmente verdade. Assim sendo, a única forma de ninguém sair prejudicado deste relacionamento é existir respeito pelas instituições, sejam elas quais forem, há uma tendência generalizada de se menosprezar as AP’s, cada vez menos comum felizmente, esse menosprezo tem de ser banido de vez, as AP’s têm que ser vistas como um parceiro a respeitar, enquanto assim não for, criam-se conflitos que muitas vezes são difíceis de resolver. A única forma que vejo de as AP’s conseguirem respeito, é serem fortes, unidas e decididas, o que não me parece difícil, visto a nossa única prioridade enquanto pais, é um futuro melhor para os nossos filhos.


A nossa AP é neste momento uma referência no Concelho e por estranho que possa parecer, é conhecida de norte a sul do País, tem sido um trabalho desenvolvido pelas muitas pessoas que por cá passaram http://apqc.ntir.net/index.php/sobrenos/15  e pelas que por cá continuam http://apqc.ntir.net/index.php/sobrenos não tem sido um trabalho fácil, mas tem sido gratificante, tem-se conseguido, com o apoio dos nossos parceiros, melhorar a Escola fazendo com que esta seja um local mais agradável para os nossos filhos.


Os apoios conseguidos não caíram do céu, são uma consequência da nossa forma de estar, de não virarmos a cara à luta, da nossa irreverência e da nossa vontade de melhorar a Escola dos nossos filhos. Os acordos têm sido sempre negociados visando, obviamente, obter o máximo, mas como sabemos que só se pode fazer um bom trabalho se não se tiver prejuízo, nunca chegámos, nem chegaremos, ao ponto de tentar prejudicar os nossos parceiros, às vezes podemos é não estar devidamente informados das realidades de cada um, tendo assim uma perspectiva que poderá não ser a mais correcta na altura das negociações, no entanto, sempre se conseguiu ultrapassar este obstáculo.

Este ano no entanto, devido não sei bem a quê, (sei apenas que tenho sido bastante visado, eu que até tinha pensado e passado a ser, apenas um vogal mais experiente que poderia ser uma mais valia. Devido a contingências de ordem pessoal dos outros membros, neste momento não vou poder ser apenas um vogal experiente.) as coisas não têm estado muito fáceis, têm havido uns grãos de areia a emperrar um pouco as engrenagens, no entanto estou em crer que com a boa vontade das partes o relacionamento vai voltar à normalidade.

É a única forma de nós atingirmos os nossos objectivos e dos nossos parceiros atingirem os seus.

 

Afinal, apenas queremos uma Escola melhor para os nossos filhos, um objectivo difícil, mas possível com a participação de todos.

Isidoro Roque

 

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Eleições Para os Corpos Sociais.

Ficámos felicissimos com a adesão à última Assembleia Geral, num universo de 255 alunos contámos para além de nós com a presença de 10 pais... O importante é criticar, participar... participam os criticados... nos queremos cada coisa...

Por falar em ser criticado, fui criticado e bem (não deviamos ter aberto o bar antes de terem terminado as actuações como tinha sido decidido) por ter

parado a entrega das comidas e bebidas, cada vez que actuava um grupo, realmente quem sou eu para pensar que nós os que estavamos a dar ao canelo, tinhamos o direito de ver as actuações? Realmente eu penso cada coisa... é pena que quem critica não se ofereça para participar, seja nos corpos sociais da APEE, seja na partecipação activa nos eventos, provavelmente quem me criticou se estivesse no meu lugar, tinha continuado a servir as pessoas que já estavam na fila para serem servidas e, nós podiamos assim ver, o que queriamos e quiçá tinhamos o direito de ver...

Quero ainda informar que se houve atrasos na entrega dos grelhados, esta se deveu ao termos que ir reabastecer, é que a adesão foi maior do que o que pensávamos e, não às paragens para vermos actuar os nossos filhos, é que por incrivel que pareça, mesmo quando as crianças actuavam nunca se parou de assar e, talvez por isso os atrasos não tenham sido maiores.

Quero ainda deixar aqui claro que se o motivo da não participação, de algumas pessoas cheias de boa

  vontade, na APEE é a minha presença na mesma. Isso não é nem nunca foi problema, estiveram abertas as inscrições para listas concorrentes aos corpos sociais e... quantas listas apareceram? ZERO, mas mesmo assim, ainda estão a tempo e o meu lugar estará sempre ao vosso dispor, só têm que o assumir.

Isidoro Roque

É Fundamental que os Pais Participem...

A participação dos Pais na vida da Escola é fundamental, foi graças à participação dos Pais que a nossa Escola é o que é. Ainda não é aquilo que sonhamos para os nossos filhos, mas o que é certo é que hoje é muito melhor que ontem. Se houver mais participação será concerteza muito melhor.

 

E se há 35 Anos não tem acontecido?...



Actualizado em Terça, 09 Março 2010 22:54
 

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